terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Como detectar páginas falsas que simulam ser sites oficiais para enganar usuários

 Sites falsos são usados para copiar senhas, coletar dados e, principalmente, para vender produtos e serviços que não existem.

Para se proteger do golpe, é preciso ficar de olho e seguir uma série de dicas básicas.

A Fundação Procon de São Paulo, por exemplo, tem uma lista de 547 sites que devem ser evitados. Alvo de reclamações de consumidores entre 2012 e 2016, essas páginas foram notificadas pelo órgão, mas não responderam ou não foram encontradas. A maioria delas é de compras.

Além de sites falsos que oferecem roupas, eletrodomésticos e viagens, há também aqueles que confundem internautas por cobrar taxas extras por serviços como emissão de passaporte e transferências financeiras.

Às vezes, o usuário até entra na página correta, mas, ao navegar, vai parar em lugares nada seguros.

Em 2014, por exemplo, a Caixa Econômica Federal precisou corrigir uma brecha no segurança em seu site que permitia redirecionar usuários para páginas que não são do banco. A falha foi identificada à época por um estudante de ciência da computação.

Um estudo feito pela organização britânica de defesa do consumidor Which? em 2013 indicou que metade das pessoas que navegam por esse tipo de página não é capaz de identificar que elas são falsas.

Ser enganado não é difícil: além de reproduzir o visual dos originais nos mínimos detalhes, esses sites contam com os mesmos anúncios do Google vistos nos verdadeiros, por exemplo.

O que é possível fazer?

O Centro de Segurança em Internet da Espanha, que faz parte do programa "Internet Mais Segura" da Comissão Europeia, recomenda em primeiro lugar verificar sempre se o endereço está correto e se há um pequeno cadeado, que simboliza "conexão segura", no canto esquerdo para os sites que exigem informações como senhas e número do cartão de crédito.

Outra dica é observar detalhes do endereço. Quando se trata de informação mais pessoal, os sites normalmente começam com "https" ao invés do tradicional "http". Também vale conferir se em algum lugar é dito que se trata de um site oficial.

Apesar de tentarem reproduzir os sites originais nos mínimos detalhes, os falsos escorregam na grafia de determinadas palavras. Por isso, revisar a gramática pode ser importante.

Evitar fornecer dados pessoais quando se usa computadores ou redes de Wi-Fi públicos também ajuda. Fugir de sites que aceitam apenas boleto bancário e/ou depósito em conta corrente é outra dica de segurança.

Se for um site desconhecido, que a pessoa nunca usou ou nunca teve nenhum tipo de recomendação, vale conferir os comentários de outros usuários, além de checar na lista do Procon e de outros serviços de proteção ao consumidor.

No caso de compras online, sempre vale desconfiar quando o preço está bem abaixo do mercado.

Segundo o site em espanhol "Desenmascara.me", que ajuda a identificar páginas falsas, as marcas mais usadas pelos que simulam vendas na internet são Nike, Ray Ban, UGG, Michael Kors e NFL. Essa plataforma já identificou mais de 77 mil páginas suspeitas.

Para Mike Andrews, da National Trading Standards, organização criada pelo governo do Reino Unido para proteger consumidores, páginas falsas devem ser tratadas como "um assunto importante".

"Eles são um problema, principalmente quando a pessoa faz uma busca rápida pelo Google e seleciona os primeiros resultados", observa.

Ele salienta que a situação era mais grave há três ou quatro anos, mas ainda continua fazendo vítimas. O especialista contabiliza de 4 mil a 5 mil queixas por ano, somente no Reino Unido.

"Muita gente se sente mal quando cai num golpe, mas é algo muito comum", assegura.

O mais importante, pontua Andrews, é revistar cuidadosamente a página antes de efetuar qualquer transação, principalmente as que exigem pagamento. É essencial ler as letras miúdas de termos de acordo e de privacidade e manter um registro da transação.

Antes que seja tarde

Nem tudo está perdido se o pagamento foi feito e o produto não foi entregue ou se a pessoa percebeu que inseriu dados pessoais num site suspeito. O recomendado é insistir com a página para que os prejuízos ou danos sejam reembolsados.

Caso não funcione, é preciso denunciar e reivindicar a devolução do montante pago. Usar as redes sociais para chamar a atenção para um site falso pode ser um bom começo, bem como registrar o caso em páginas como a brasileira Reclame Aqui.

É aconselhável ainda formalizar queixas não apenas em órgãos formais de proteção ao consumidor ou na polícia, para que seja feita uma investigação, mas também no site no Google, o que é feito por meio de um formulário encontrado no site https://www.google.com.br/intl/pt-BR/safetycenter/everyone/start/reporting-counterfeit.html.

E, claro, não desistir de tentar recuperar o dinheiro pago.

"Ser persistente, muitas vezes vale a pena", orienta Andrews.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

7 coisas que você precisa parar de fazer para ficar seguro na internet

Imagem: Shutterstock

Já parou para pensar que são os seus próprios comportamentos que podem colocá-lo na mira de um cibercriminoso? Para ter mais segurança no mundo virtual, a empresa de segurança digital russa Kaspersky indica sete comportamentos perigosos que devem ser evitados.

1. Confiar em redes abertas

Pense uma, duas, três e até quatro vezes antes de se conectar a uma rede sem fio aberta. É muito comum que criminosos criem pontos de acesso com nomes que transmitam certa confiança tais como "Wi-Fi aberto McDonalds" ou "Hotel Guest 3". E ainda que você possa garantir que o Wi-Fi não seja uma armadilha, não há como garantir que alguém mal-intencionado não esteja espionando a rede.

A recomendação, portanto, é utilizar essas redes suspeitas da maneira mais segura, evitando acessar sites que exijam a identificação de login, bem como realizar qualquer transação financeira. Ou seja, nada de banco ou compras. Se possível, use VPN --uma rede privada construída sobre a infraestrutura de uma rede pública.

2. Escolher senhas simples

Números sequenciais ou repetidos, nomes de animais de estimação, aniversários ou coisas do gênero. Essas, segundo a Kaspersky, são as piores senhas possíveis. Não quer dizer, no entanto, que você terá que optar por códigos ilegíveis como "ML)k[V/u,p%mA+5m". O ideal é buscar mesclar números, letras e símbolos. Uma solução é recorrer a aplicativos que possam auxiliá-lo na criação de senhas boas e fáceis de memorizar.

3. Reutilizar as senhas

Você finalmente achou uma senha incrível: forte, fácil de lembrar e difícil de descobrir. Mas adivinhe? Não para por aí! Você precisará de mais senhas com a mesma segurança. Isso porque ainda que seja difícil de um hacker adivinhar o seu segredo, essa possibilidade não pode ser descartada. E usar uma única senha para todos os seus cadastros pode alastrar os prejuízos que a descoberta possa vir a causar em sua vida.

4. Clicar em links recebidos por e-mail ou apps

Cuidado com os links recebidos por e-mails ou aplicativos de mensagens --um dos principais meios de atuação dos cibercriminosos. Duvide até mesmo dos conteúdos recebidos por amigos, que também podem ser vítimas de um golpe. O link de um spam ou phishing pode levá-lo automaticamente para um site que instalará automaticamente um vírus em seu computador ou para um site que --mesmo parecendo familiar-- irá roubar suas senhas.

É recomendado ainda não clicar em links que servem apenas para atrair "likes", como os posts com mensagens como "curta e compartilhe para ganhar um smartphone!". Além de você não ganhar nada, é possível que esteja ajudando criminosos a validarem suas práticas.

5. Fornecer informações de login a qualquer um

A única forma de ter certeza de que ninguém mal-intencionado tenha suas informações é mantê-las para si. Evite compartilhá-la com amigos, parentes ou namorado(a)/marido (mulher).

6. Avisar a internet inteira que você estará viajando

Seja discreto, controle a euforia e evite compartilhar pela internet frases do tipo: "Na praia por duas semanas – inveja?"; "Indo para o México"; "Alguém pode cuidar do Rex enquanto fico fora por duas semanas?". Também é recomendável não compartilhar fotos com geolocalização. Mantenha essas informações apenas entre os amigos confiáveis --especialmente, em redes sociais como o Facebook que exibem sua cidade de residência.

7. Aceitar as configurações de privacidade padrão de redes sociais

As redes sociais fornecem grande controle sobre o volume de informações que você quer ou não compartilhar. Portanto, tire cinco minutos para dar uma boa olhada nas suas configurações de privacidade e certifique-se de que seus dados estejam seguros, visíveis apenas por quem você quer e confia.

Então, antes de postar algo para seus amigos no Facebook, seus seguidores no Twitter, suas conexões no LinkedIn, ou seja lá para quem mais você queira transmitir, pense um pouco só para ter certeza de que você não está enviando a estranhos informações que possam ajudá-los a se passar por você ou prejudicá-lo de alguma forma.

Fonte: tecnologia.uol.com.br

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

5 configurações de privacidade do Facebook que merecem sua atenção



Que tal dar um pouco mais de atenção à sua privacidade no Facebook e evitar dores de cabeça futuras? Não é preciso dominar a tecnologia, nem mesmo muito tempo para conseguir se resguardar um pouco mais na rede social. Veja abaixo cinco configurações de privacidade que talvez mereçam a sua atenção:

1. Evite ser marcado em posts sem aprovação

Se você não curte que os amigos marquem você em um post, que tal exigir uma aprovação prévia antes que qualquer conteúdo apareça na sua linha do tempo?

Acesse Configurações > Configurações da Linha do Tempo e marcações. No menu, você pode escolher quem pode adicionar conteúdos em sua Linha do Tempo, quem pode ver os conteúdos publicados, além de gerenciar as marcações adicionadas pelos amigos.

Clique na opção "Editar" à direita e ative o recurso para que você receba notificações toda vez que alguém o marcar em uma mensagem. Assim você poderá optar em permitir ou não se a publicação vai aparecer em sua página do Facebook.

2. Configurar alertas de login

Quer ativar os "alertas de login" para que você possa ser informado toda a vez que a sua conta for acessada de um dispositivo ou navegador desconhecido?

Vá para Configurações > Segurança. Em "Alertas de Login", clique em "editar" e configure para que os alertas sejam enviados via notificação no Facebook ou e-mail. É possível ainda adicionar um número de celular para que a mensagem seja enviada via SMS.

E se você quiser ser ainda mais cauteloso, neste mesmo menu você também pode ativar a opção "Aprovações de login", que vai passar a exigir um código de login toda a vez que acessar sua conta em navegadores desconhecidos.

3. Restringir quem pode ver suas postagens anteriores

Se você nem sempre foi cuidadoso com as suas publicações ou mesmo com a sua conta no Facebook, talvez seja uma boa restringir a visualização de seus posts antigos. Para isso, clique em Configurações > Privacidade > Quem pode ver minhas coisas? > Limitar o público para publicações antigas em sua linha do tempo.

Prontinho! Os seus posts estarão protegidos, assim como sua privacidade.

4. Verifique quais dados pessoais são compartilhados publicamente

É provável que você tenha atualizado sua seção "Sobre" em várias ocasiões ao longo dos anos, mas é aconselhável que mantenha sempre o olho nela - especialmente em suas informações pessoais para garantir que você não esteja compartilhando mais do que gostaria.

Para ver o que outros usuários do Facebook - aqueles com quem você não é amigo - podem ver no seu perfil, vá para sua página de perfil e clique nos três pequenos pontos que aparecem na parte inferior direita de sua foto de capa. Agora, selecione a opção "Exibir como ..."

Esta ferramenta, em seguida, permite que você visualize seu perfil como qualquer um na internet. Você pode querer ler isto em mais detalhes, mas para verificar especificamente que informações de contato você está mostrando ao mundo, clique no guia "Sobre" sob sua foto de capa.

5. Revise seus aplicativos conectados ao Facebook

Se você está acostumado a usar o login do Facebook para acessar outros aplicativos, talvez seja importante rever quais são os tipos de informações que eles têm sobre você.

Para fazer o gerenciamento dessas permissões, o processo é bastante simples, mas pode levar um tempinho até você analisar todos os apps ligados a sua conta. Até porque a lista pode ser longa.

Vá em Configurações > Aplicativos, para a exibição de todos as aplicações com as quais interagiu ao longo dos anos. Clique em cada um dos apps para saber quais são as informações que você fornece a eles. Há dados básicos que não podem ser restritos, mas, outras permissões podem ser canceladas.

É possível ainda definir quem pode saber que você usa o aplicativo em "Visibilidade do Aplicativo", bem como impedir que o app envie notificações a você ou faça publicações em seu nome.

Fonte: tecnologia.uol.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Como limpar o teclado do desktop e do notebook?


Para limpeza do teclado, um pano limpo é fundamental (Foto: TechTudo/Pedro Cardoso)

Limpar o teclado é fundamental, mas nem sempre sabemos como fazer a higienização da maneira certa. O periférico acumula, além de poeira e farelos de comida - que usuários um pouco menos cuidadosos podem deixar cair -, mais bactérias que um vaso sanitário. Por este motivo, veja como fazer a limpeza da melhor forma possível. Atenção: o ideal é repetir o processo a cada três meses.

Teclado do PC

Se seu teclado não aparenta estar muito sujo e você julga que uma limpeza simplificada é suficiente, desligue-o do gabinete e forre uma superfície com jornal. Em seguida, vire o equipamento com as teclas para baixo e sacuda um pouco para que a sujeira no papel.

Em seguida, com um spray de ar comprimido (cujo preço varia entre R$ 18 e R$ 50) aplique um jato na direção dos resíduos mais insistentes. Então, repita o processo anterior, sacudindo mais um pouco em cima do forro montado.

Com o excesso de resíduos já eliminados, o próximo passo é utilizar um aspirador de pó e utilizá-lo entre as teclas. Para a superfície do teclado, use um pano umedecido e passe nas teclas e carcaça. Não pressione para não desgastar os possíveis adesivos que marcam as letras e símbolos correspondentes de cada peça, além de não correr o risco de degradar algum contato eletrônico. Para acessar os espaços que a flanela não consegue chegar, como curvas e linhas de design ou as laterais das teclas, use um cotonete umedecido.

No entanto, se o caso for mais grave e seu teclado estiver necessitando de uma faxina profunda, a medida é retirar cautelosamente as peças do periférico. Evite arrancar a tecla de espaço, shift, enter e tab. Elas são grandes e os artifícios de colocação e estabilidade são mais complicadas.

Antes deste procedimento, fotografe ou mapeie o teclado para registrar a ordem das teclas e, assim, conseguir fazer a reposição posteriormente. Feito isso, impulsione delicadamente as teclas para fora com uma chave de fenda. Limpe o interior da carcaça com um pano umedecido, ar comprimido ou com o uso de cotonetes novamente.

No caso de manchas ou outros resíduos, pode-se recorrer ao álcool isopropílico diluído em água. Álcool etílico e soluções abrasivas não são recomendados. Água em excesso também pode ser prejudicial. Utilize-a apenas em um pano macio e sem fiapos, de forma que o material fique umedecido.

Lojas de informática comercializam produtos específicos para limpeza em componentes eletrônicos, porém, alguns fabricantes dizem o que é possível ou não usar em seus manuais de instrução. É sempre importante que você siga essas recomendações antes de começar qualquer procedimento invasivo como estes. Agora, se nada der jeito no seu teclado, o jeito é comprar um novo.

Teclado do notebook

A limpeza de notebooks exige um procedimento menos trabalhoso, pois como é um computador portátil, não há como retirar suas peças e recolocá-las com segurança. Dessa forma, o melhor na hora de limpar as teclas do seu laptop é utilizar um pano umedecido que não seja áspero para a superfície do teclado. Para os espaços entre as peças o recomendado é um pincel macio.
Pincel é ideal para teclado com mais espaços entre as teclas (Foto: TechTudo/Pedro Cardoso)

Para completar, use uma latinha de ar comprimido para retirar a sujeira remanescente e insistente que podem estar acumuladas no fundo do teclado ou um cotonete. Mais uma vez, é recomendada a consulta ao manual do usuário para saber as preferências do fabricante. E um lembrete obrigatório: desligue o aparelho da tomada e retire a bateria antes de qualquer intervenção.

Fonte: techtudo.com.br