terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

WhatsApp: confira as dicas para proteger a sua conta


O WhatsApp é o mensageiro instantâneo mais utilizado no mundo. Em muitos casos, as pessoas têm substituído as chamadas telefônicas convencionais pela troca de mensagens de áudio e texto. Por se tratar de um app gratuito que oferece recursos para a comunicação, milhares de usuários o adotaram como sendo uma ferramenta de trabalho. O problema é que toda essa popularidade despertou o interesse de criminosos que estão utilizando este recurso para aplicarem os seus golpes. Confira as dicas de segurança para proteger a conta no WhatsApp e, principalmente, evitar ser a próxima vítima de criminosos.

- Mantenha-o atualizado

As atualizações não servem apenas para introduzir versões com novas funcionalidades. Muitas correções de segurança são disponibilizadas periodicamente sem que os usuários percebam diferença no seu funcionamento. Por isso, é fundamental instalar as atualizações para minimizar os riscos à segurança das mensagens.

- Proteja a sua conta do WhatsApp

A versão mais recente do aplicativo oferece um recurso complementar que aumenta a proteção da conta. Por meio da "Verificação de duas etapas", o usuário poderá cadastrar uma senha adicional que será exigida para que o app funcione em outros smartphones. Essa senha não é enviada por mensagem de SMS. Por esse motivo, em caso de clonagem do Sim Card (chip de celular), não será possível habilitar uma nova conta apenas informando o código de segurança padrão. Para adicionar a verificação em duas etapas, siga os passos descritos abaixo:

1 - Abra o app do WhatsApp

2 – Acesse as "Configurações" do app.

3 – Toque na opção "Conta".

4 - Toque na opção "Verificação em duas etapas" e após no botão "Ativar".

5 - Informe uma senha numérica, e repita a digitação. Mas vale salientar que deve ser evitado digitar uma sequência numérica (ex: 123456).

6 - É possível informar uma conta de e-mail para a recuperação da senha, mas é uma etapa opcional. Mas se não for cadastrada uma conta de e-mail para recuperação e a senha for perdida a conta do WhatsApp não poderá ser cadastrada novamente e ela será perdida definitivamente.

- Proteja o smartphone com senha

Quando o smartphone é perdido ou roubado, vão com ele todas as informações pessoais. Em muitos casos, o maior prejuízo não é o material, mas o que o vazamento das informações pode acarretar. Por isso, é importante habilitar o bloqueio da tela e protegê-lo por meio de senha pessoal. Evite manter fotos, vídeos e mensagens de voz armazenadas no aparelho, pois elas podem ser acessadas por pessoas não autorizadas.

- Evite armazenar arquivos pessoais no cartão de memória

Os dispositivos móveis com Android nem sempre oferecem espaço interno suficiente para armazenar todos os arquivos. Para aumentar o espaço, os usuários têm a opção de adicionar cartões de memória para resolver esse problema. É uma excelente alternativa, porém, deve-se evitar salvar arquivos pessoais nesse dispositivo de armazenamento devido à facilidade que eles podem ser lidos em outros aparelhos ou computadores pessoais. Mesmo quando os arquivos pessoais são apagados, eles podem ser facilmente recuperados.

- Utilize aplicativos que apagam definitivamente os arquivos excluídos

Existem alguns apps que permitem recuperar arquivos que foram apagados acidentalmente. Esse mesmo tipo de recurso pode ser utilizado para reaver arquivos pessoais que estavam armazenados no cartão de memória. Para dificultar essa ação, instale um aplicativo chamado “Secure delete”, disponível gratuitamente na Google Play.

- Tenha um app de localização instalado

Os dispositivos móveis possuem recursos nativos para a localização e bloqueio do aparelho. Caso o leitor prefira, existem excelentes apps de terceiros com essa mesma finalidade, mas que contam com funções adicionais. Os dispositivos da Apple possuem o iCloud para proteger as informações armazenadas no aparelho e bloqueá-lo completamente em caso de perda. Os dispositivos móveis com Android possuem um recurso nativo do sistema que permite tentar localizá-lo utilizando o site de buscas do Google. Por meio desse mesmo recurso, é possível enviar um comando que apaga todas as informações da memória. Um excelente app de terceiros que oferece o bloqueio do smartphone perdido através do envio de mensagem por SMS é o “Mobile Security & Antivírus”, disponível gratuitamente na Google Play.

- Apague todos os arquivos pessoais e senhas salvas quando for levar o aparelho para manutenção

Infelizmente como qualquer eletrônico, os dispositivos móveis estão sujeitos a manutenções. Para facilitar o trabalho do técnico, dependendo do tipo de manutenção que será realizada, será preciso entregá-lo desbloqueado para testes. Nesse caso, é prudente apagar todos os arquivos pessoais, remover o Sim Card (chip do celular), e senhas salvas em aplicativos.

- Não forneça dados pessoais para confirmação em chamadas telefônicas de números desconhecidos

É comum receber chamadas telefônicas e o operador solicitar alguns dados para confirmação. Não forneça informações pessoais! Quem possui o acesso ao sistema é quem deve se encarregar de verificar a veracidade das informações contidas no cadastro. É muito difícil identificar a origem das ligações telefônicas recebidas espontaneamente. Mas, vale salientar que quando o leitor entrar em contato com serviços de atendimento oficial de empresas de telefonia, internet, ou outros serviços, é necessário respeitar as regras de atendimento. Porém, certifique-se que o número de telefone está correto.

- Desconfie dos pedidos de ajuda por meio de apps ou redes sociais

Os apps para troca de mensagens e redes sociais estão entre os meios mais fáceis de comunicação. Mas, se as redes sociais forem acessadas por um computador público e a senha for salva acidentalmente, outras pessoas terão acesso ao perfil. O mesmo pode acontecer se o smartphone estiver desprotegido e com as senhas salvas nos aplicativos. E para evitar ser enganado por golpistas quando receber um pedido de ajuda, é recomendável retornar a mensagem através de uma ligação telefônica e se certificar que o autor da mensagem é realmente a pessoa que está pedindo ajuda.

Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Esqueceu a senha do Wi-Fi? Veja como recuperá-la sem truques ou aplicativos


Conectar seus dispositivos automaticamente é muito cômodo e prático. Mas depois de fazer isso diariamente, após alguns meses é batata: esquecemos a senha de acesso. E só vamos perceber isso quando alguém perguntar por ela.

Se acontecer com você, não se preocupe. Nem sempre há necessidade de acessar o roteador ou de usar um aplicativo para procurar a senha perdida. Normalmente, o sistema operacional mantém a senha guardada.
Abaixo, veja como redescobrir sua senha de Wi-Fi no Windows 10.
1- Procure o ícone de Wi-Fi que fica na barra de ferramentas (canto inferior direito). Clique com o botão direito e selecione em "Abrir Central de Rede e Compartilhamento"; 

2- Procure por "Conexões", no lado direito, e clique em sua conexão (Neste caso "andri"); 

3- Abrirá uma janela com o status do Wi-Fi. Selecione "Propriedades da conexão sem fio". No novo pop-up, vá para a aba "Segurança";

4 - Agora, basta ticar a caixinha de "Mostrar Caracteres".

Pronto, sua senha está lá!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Como detectar páginas falsas que simulam ser sites oficiais para enganar usuários

 Sites falsos são usados para copiar senhas, coletar dados e, principalmente, para vender produtos e serviços que não existem.

Para se proteger do golpe, é preciso ficar de olho e seguir uma série de dicas básicas.

A Fundação Procon de São Paulo, por exemplo, tem uma lista de 547 sites que devem ser evitados. Alvo de reclamações de consumidores entre 2012 e 2016, essas páginas foram notificadas pelo órgão, mas não responderam ou não foram encontradas. A maioria delas é de compras.

Além de sites falsos que oferecem roupas, eletrodomésticos e viagens, há também aqueles que confundem internautas por cobrar taxas extras por serviços como emissão de passaporte e transferências financeiras.

Às vezes, o usuário até entra na página correta, mas, ao navegar, vai parar em lugares nada seguros.

Em 2014, por exemplo, a Caixa Econômica Federal precisou corrigir uma brecha no segurança em seu site que permitia redirecionar usuários para páginas que não são do banco. A falha foi identificada à época por um estudante de ciência da computação.

Um estudo feito pela organização britânica de defesa do consumidor Which? em 2013 indicou que metade das pessoas que navegam por esse tipo de página não é capaz de identificar que elas são falsas.

Ser enganado não é difícil: além de reproduzir o visual dos originais nos mínimos detalhes, esses sites contam com os mesmos anúncios do Google vistos nos verdadeiros, por exemplo.

O que é possível fazer?

O Centro de Segurança em Internet da Espanha, que faz parte do programa "Internet Mais Segura" da Comissão Europeia, recomenda em primeiro lugar verificar sempre se o endereço está correto e se há um pequeno cadeado, que simboliza "conexão segura", no canto esquerdo para os sites que exigem informações como senhas e número do cartão de crédito.

Outra dica é observar detalhes do endereço. Quando se trata de informação mais pessoal, os sites normalmente começam com "https" ao invés do tradicional "http". Também vale conferir se em algum lugar é dito que se trata de um site oficial.

Apesar de tentarem reproduzir os sites originais nos mínimos detalhes, os falsos escorregam na grafia de determinadas palavras. Por isso, revisar a gramática pode ser importante.

Evitar fornecer dados pessoais quando se usa computadores ou redes de Wi-Fi públicos também ajuda. Fugir de sites que aceitam apenas boleto bancário e/ou depósito em conta corrente é outra dica de segurança.

Se for um site desconhecido, que a pessoa nunca usou ou nunca teve nenhum tipo de recomendação, vale conferir os comentários de outros usuários, além de checar na lista do Procon e de outros serviços de proteção ao consumidor.

No caso de compras online, sempre vale desconfiar quando o preço está bem abaixo do mercado.

Segundo o site em espanhol "Desenmascara.me", que ajuda a identificar páginas falsas, as marcas mais usadas pelos que simulam vendas na internet são Nike, Ray Ban, UGG, Michael Kors e NFL. Essa plataforma já identificou mais de 77 mil páginas suspeitas.

Para Mike Andrews, da National Trading Standards, organização criada pelo governo do Reino Unido para proteger consumidores, páginas falsas devem ser tratadas como "um assunto importante".

"Eles são um problema, principalmente quando a pessoa faz uma busca rápida pelo Google e seleciona os primeiros resultados", observa.

Ele salienta que a situação era mais grave há três ou quatro anos, mas ainda continua fazendo vítimas. O especialista contabiliza de 4 mil a 5 mil queixas por ano, somente no Reino Unido.

"Muita gente se sente mal quando cai num golpe, mas é algo muito comum", assegura.

O mais importante, pontua Andrews, é revistar cuidadosamente a página antes de efetuar qualquer transação, principalmente as que exigem pagamento. É essencial ler as letras miúdas de termos de acordo e de privacidade e manter um registro da transação.

Antes que seja tarde

Nem tudo está perdido se o pagamento foi feito e o produto não foi entregue ou se a pessoa percebeu que inseriu dados pessoais num site suspeito. O recomendado é insistir com a página para que os prejuízos ou danos sejam reembolsados.

Caso não funcione, é preciso denunciar e reivindicar a devolução do montante pago. Usar as redes sociais para chamar a atenção para um site falso pode ser um bom começo, bem como registrar o caso em páginas como a brasileira Reclame Aqui.

É aconselhável ainda formalizar queixas não apenas em órgãos formais de proteção ao consumidor ou na polícia, para que seja feita uma investigação, mas também no site no Google, o que é feito por meio de um formulário encontrado no site https://www.google.com.br/intl/pt-BR/safetycenter/everyone/start/reporting-counterfeit.html.

E, claro, não desistir de tentar recuperar o dinheiro pago.

"Ser persistente, muitas vezes vale a pena", orienta Andrews.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

7 coisas que você precisa parar de fazer para ficar seguro na internet

Imagem: Shutterstock

Já parou para pensar que são os seus próprios comportamentos que podem colocá-lo na mira de um cibercriminoso? Para ter mais segurança no mundo virtual, a empresa de segurança digital russa Kaspersky indica sete comportamentos perigosos que devem ser evitados.

1. Confiar em redes abertas

Pense uma, duas, três e até quatro vezes antes de se conectar a uma rede sem fio aberta. É muito comum que criminosos criem pontos de acesso com nomes que transmitam certa confiança tais como "Wi-Fi aberto McDonalds" ou "Hotel Guest 3". E ainda que você possa garantir que o Wi-Fi não seja uma armadilha, não há como garantir que alguém mal-intencionado não esteja espionando a rede.

A recomendação, portanto, é utilizar essas redes suspeitas da maneira mais segura, evitando acessar sites que exijam a identificação de login, bem como realizar qualquer transação financeira. Ou seja, nada de banco ou compras. Se possível, use VPN --uma rede privada construída sobre a infraestrutura de uma rede pública.

2. Escolher senhas simples

Números sequenciais ou repetidos, nomes de animais de estimação, aniversários ou coisas do gênero. Essas, segundo a Kaspersky, são as piores senhas possíveis. Não quer dizer, no entanto, que você terá que optar por códigos ilegíveis como "ML)k[V/u,p%mA+5m". O ideal é buscar mesclar números, letras e símbolos. Uma solução é recorrer a aplicativos que possam auxiliá-lo na criação de senhas boas e fáceis de memorizar.

3. Reutilizar as senhas

Você finalmente achou uma senha incrível: forte, fácil de lembrar e difícil de descobrir. Mas adivinhe? Não para por aí! Você precisará de mais senhas com a mesma segurança. Isso porque ainda que seja difícil de um hacker adivinhar o seu segredo, essa possibilidade não pode ser descartada. E usar uma única senha para todos os seus cadastros pode alastrar os prejuízos que a descoberta possa vir a causar em sua vida.

4. Clicar em links recebidos por e-mail ou apps

Cuidado com os links recebidos por e-mails ou aplicativos de mensagens --um dos principais meios de atuação dos cibercriminosos. Duvide até mesmo dos conteúdos recebidos por amigos, que também podem ser vítimas de um golpe. O link de um spam ou phishing pode levá-lo automaticamente para um site que instalará automaticamente um vírus em seu computador ou para um site que --mesmo parecendo familiar-- irá roubar suas senhas.

É recomendado ainda não clicar em links que servem apenas para atrair "likes", como os posts com mensagens como "curta e compartilhe para ganhar um smartphone!". Além de você não ganhar nada, é possível que esteja ajudando criminosos a validarem suas práticas.

5. Fornecer informações de login a qualquer um

A única forma de ter certeza de que ninguém mal-intencionado tenha suas informações é mantê-las para si. Evite compartilhá-la com amigos, parentes ou namorado(a)/marido (mulher).

6. Avisar a internet inteira que você estará viajando

Seja discreto, controle a euforia e evite compartilhar pela internet frases do tipo: "Na praia por duas semanas – inveja?"; "Indo para o México"; "Alguém pode cuidar do Rex enquanto fico fora por duas semanas?". Também é recomendável não compartilhar fotos com geolocalização. Mantenha essas informações apenas entre os amigos confiáveis --especialmente, em redes sociais como o Facebook que exibem sua cidade de residência.

7. Aceitar as configurações de privacidade padrão de redes sociais

As redes sociais fornecem grande controle sobre o volume de informações que você quer ou não compartilhar. Portanto, tire cinco minutos para dar uma boa olhada nas suas configurações de privacidade e certifique-se de que seus dados estejam seguros, visíveis apenas por quem você quer e confia.

Então, antes de postar algo para seus amigos no Facebook, seus seguidores no Twitter, suas conexões no LinkedIn, ou seja lá para quem mais você queira transmitir, pense um pouco só para ter certeza de que você não está enviando a estranhos informações que possam ajudá-los a se passar por você ou prejudicá-lo de alguma forma.

Fonte: tecnologia.uol.com.br